Episode 196

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7th Aug 2026

Fusionamento de Dados e Inteligência de Decisões. Capítulo III.

Neste conteúdo, a conclusão da entrevista com LUIZ HENRIQUE BORGES, Diretor de Operações da INSPECT, com o qual vamos aproximar essa discussão do cotidiano das instituições brasileiras, explorando situações concretas em que o fusionamento de dados pode ampliar a capacidade investigativa, fortalecer a produção de inteligência e apoiar decisões estratégicas no enfrentamento ao crime organizado.

Saiba mais!

Transcript
ANFITRIÃO:

Honoráveis Ouvintes! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Hextramuros! Sou Washinton Clark dos Santos, seu anfitrião! Estamos de volta com Luiz Henrique Borges, Diretor de Operações da Inspect, para concluir nossa conversa, na qual, até aqui, compreendemos os fundamentos do fusionamento de dados, os desafios impostos pela fragmentação das informações e a importância de plataformas capazes de integrar múltiplas fontes para apoiar a tomada de decisões. Mas, toda inovação tecnológica precisa demonstrar seu verdadeiro valor quando aplicada aos desafios reais enfrentados pelas instituições. No Brasil, organizações criminosas atuam de forma cada vez mais sofisticada, estabelecendo conexões entre diferentes modalidades delitivas, movimentando recursos financeiros, utilizando tecnologias de comunicação criptografadas e expandindo sua influência para além das fronteiras estaduais e nacionais. Combater esse fenômeno exige uma visão integrada que dificilmente seria alcançada por análises isoladas. É nesse contexto que as plataformas de Inteligência de Decisões passam a exercer um papel estratégico, permitindo identificar conexões ocultas, revelar padrões de comportamento e apoiar investigações complexas que envolvem múltiplos atores, eventos e bases de dados. Retomando o diálogo, Borges, considerando a realidade do sistema de segurança pública e do sistema prisional brasileiro, onde há forte atuação de organizações criminosas com ramificações interestaduais até internacionais, quais seriam os principais casos de uso práticos das plataformas de fusionamento de dados no apoio às investigações e à produção de inteligência?

CONVIDADO:

Um dos principais casos de uso, talvez o mais óbvio e, ao mesmo tempo, um dos menos explorados no Brasil, seria o fusionamento de dados oriundos de extrações forenses de celulares! Hoje, praticamente todas as agências e as instituições no Brasil possuem ferramentas de extração de dispositivos móveis! Eu conheço bem desse mercado porque, afinal de contas, eu venho dele! Ao longo dos últimos anos, milhares de celulares foram extraídos em operações policiais, em casos diversos, pelas polícias judiciárias, pelas administrações penitenciárias dentro do contexto do sistema prisional, pelos ministérios públicos, nos casos diversos - homicídios, tráfico de drogas, crime organizado, lavagem de dinheiro, corrupção, crimes cibernéticos e assim por diante. O problema é que, na prática, as extrações normalmente são utilizadas dentro de um contexto de um caso de uma investigação ativa: a equipe faz a busca e apreensão, extrai o celular, analisa aquele conteúdo dentro do contexto do caso - dentro do contexto da investigação - correlaciona com os múltiplos dispositivos dos diversos alvos envolvidos, produz o relatório, encaminha o procedimento correspondente. Depois que o caso termina, aquela extração é arquivada de forma fria, ou seja, aquele dado continua existindo mas deixa de ser inteligência viva e ativa para a instituição. Se, ao invés de arquivar ao término do caso aquela extração de forma fria, a gente criasse uma base unificada com informações de inteligência, com dados de todas as extrações já realizadas um dia! Que tipo de pergunta a gente não seria capaz de responder! Do tipo: o alvo da operação que eu vou deflagrar amanhã; o número de telefone dele e o contato dele - já apareceu na agenda telefônica de alguma operação anterior? O número dele estava salvo no celular de um outro investigado? Ele já participou de algum grupo de conversa de whatsapp de rede de relacionamento mapeada em outro caso, em outra operação específica? A operação atual tem algum vínculo oculto com a operação passada? Existe algum personagem que apareceu em múltiplas investigações, mas que nunca foi tratado como um alvo principal? Essas, são perguntas simples, mas que grande parte das instituições não consegue responder de forma rápida, porque essas extrações elas não foram fusionadas. Elas não foram armazenadas numa base única com o objetivo de criar essas informações com insights para tomada de decisão, para produção de conhecimento com o objetivo de apoiar as atividades, sejam elas de investigação ou de inteligência. E, se a gente ainda não consegue fusionar dados oriundos de extrações de uma única fonte de dados que é amplamente conhecido, normalizado e entendido pelas principais soluções de investigação ou de fusionamento de dados, imagina quando a gente traz essa conversa para o contexto de outras fontes de dados: boletins de ocorrência, os dados prisionais, informações financeiras, informações de registros de veículos, empresas, dados oriundos de fontes públicas, portais de transferências, fontes abertas, sigilos telemáticos, telefônicos! Acho que esse caso, apesar de simples ilustra bem o tamanho do problema que a gente tem hoje! Eu peguei esse caso, simples, mas nem falei do sistema prisional que, também, há um campo enorme para aplicação dessa tecnologia, principalmente no que diz respeito ao correlacionamento de dados e análise visual desses dados através de análise de vínculos! Há possibilidade de correlacionar os custodiados com as ocorrências internas e externas, a quais facções um determinado custodiado está vinculado, às unidades prisionais, investigações externas. Isso ajuda a compreender como, por exemplo, as lideranças que estão presas continuam exercendo a influência principalmente fora do presídio e como redes criminosas se reorganizam, mesmo após a prisão de lideranças relevantes. Esse é o ponto central: a plataforma não cria inteligência do nada! Ela permite que a instituição enxergue valor nos dados que ela mesma já possui. E esse é o grande salto! Não é, apenas, sobre investigar melhor o caso de hoje. É fazer com que cada investigação alimente a próxima! É impedir que a instituição comece do zero toda vez que ela tiver um novo caso!

ANFITRIÃO:

Um dos grandes diferenciais da inteligência moderna está na capacidade de antecipar eventos e não apenas reagir a eles. De que forma as ferramentas de inteligência de decisões permitem identificar padrões, prever comportamentos e apoiar ações preventivas no enfrentamento ao crime organizado?

CONVIDADO:

Essa pergunta é muito importante porque ela toca em uma mudança de mentalidade e de paradigma muito forte! Durante muito tempo, a segurança pública, majoritariamente foi reativa. O crime ocorria e a instituição era acionada. E, aí, iniciava-se uma investigação. Era o estado correndo atrás do prejuízo, sendo reativo! É claro que a dimensão reativa sempre vai existir! A polícia sempre vai precisar responder aos crimes consumados, mas, a inteligência moderna, principalmente agora, com o advento da inteligência artificial generativa, ela busca reduzir dependência da reação e aumentar a capacidade de antecipação por parte das agências. Quando a gente fala em prever comportamento ou antecipar eventos – crimes - a gente está falando do uso de tecnologia que auxilia no processo de análise de padrões, sinais, de tendências, recorrências, probabilidades e, aí sim, facilita a identificação desses padrões e permite a antecipação por parte das agências! Eu lembro de uma conversa com o, a época, chefe do CiberLab, do Ministério da Justiça - eles fazem um trabalho muito interessante - e ele contou um caso, em uma palestra – uma mesa redonda - em que participávamos juntos, de um crime de ódio transmitido pela internet: o CiberLab, em Brasília, conseguiu identificar a ocorrência e acionar as autoridades no estado do Rio de Janeiro, sendo que, sequer, ainda havia ocorrência de fato! Então, assim, para todos os efeitos, para as autoridades no Rio de Janeiro, não era um crime existente, porque não havia uma ocorrência propriamente dita, mas o crime já havia sido realizado, havia sido transmitido pela internet e detectado por órgãos específicos de monitoramento desse tipo de conteúdo na internet! Então, é disso que a gente está falando! Hoje, a gente tem no âmbito das cidades diversas câmeras espalhadas, muitas delas sob gestão do município, das guardas municipais, muitas também sendo geridas no âmbito dos estados, mas, independente disso, fato é que hoje a gente já tem tecnologia. A gente já vê matérias de forma recorrente com pessoas com mandado de prisão em aberto, os procurados, foragidos sendo identificados automaticamente por algoritmos de reconhecimento facial e sendo presos! A inteligência artificial vem auxiliar nesse sentido. E não só isso! Comportamentos que podem ser identificados e classificados automaticamente como suspeitos e alertas são gerados! Antes, quando a gente fala de centro de monitoramento e controle, era basicamente um vídeowall com diversas câmeras sendo transmitidas em tempo real, dependendo única e exclusivamente do olhar do agente. Hoje, você tem inteligência artificial fazendo esse trabalho de classificação automática, para citar aqui um outro exemplo. Trazendo para o contexto da pergunta, em que se fala de organizações criminosas, por mais sofisticadas que essas organizações elas estejam hoje, as suas operações sempre deixam rastros. Elas se comunicam, se deslocam, movimentam recursos, recrutam pessoas, ocupam territórios, criam empresas, usam intermediários - laranjas – enfim, disputam mercados, rotas, tem diversos comportamentos e, esses comportamentos, deixam rastros! O problema é que esses dados desconectados, dispersos, não geram qualquer tipo de sinal! Eles passam despercebidos. Mas, quando você consegue fusionar, integrar dados de diversas fontes, você começa a enxergar padrões que antes estavam escondidos ou passavam despercebidos! Um exemplo: um aumento de ocorrências em uma determinada região - isso está combinado com a movimentação de lideranças? A mudança de comportamento de uma facção dentro do sistema prisional - como que isso impacta na rua? Existem telefones vinculados a essas lideranças dentro do sistema prisional? Existem movimentações financeiras atípicas? Circulações de determinados veículos? Cada fato, cada informação dessa, isoladamente, pode parecer pouco relevante, mas, quando a gente correlaciona, isso pode nos apresentar sinais de alertas que facilitam então a identificação desses padrões e, obviamente, vão permitir uma atuação mais direcionada. As soluções de fusionamento de dados e de inteligência de decisões permitem correlacionar esses dados todos, identificar recorrência, vínculos ocultos, padrões geográficos temporais, conexões entre pessoas, empresas, veículos, telefones, endereços, ocorrências, unidades prisionais, investigações anteriores. Isso permite com que a instituição saia da lógica de descobrir depois para a lógica de perceber antes! Inteligência de decisões, fusionamento de dados é a capacidade de prever o futuro, reduzir a surpresa, sair da lógica reativa para uma lógica mais preditiva! É permitir que o Estado enxergue antes, compreenda melhor e aja com mais precisão diante das organizações criminosas que, cada vez mais, são mais rápidas, adaptáveis e estão altamente conectadas!

ANFITRIÃO:

Ao tratarmos de integração massiva de dados e uso de tecnologias avançadas, surgem preocupações legítimas relacionadas à governança, à proteção de dados e à legalidade das ações. Como garantir que o uso dessas plataformas ocorra dentro dos marcos legais brasileiros, assegurando transparência, auditabilidade e confiabilidade das decisões tomadas a partir dessas ferramentas?

CONVIDADO:

Essa, talvez, seja uma das perguntas mais importantes do nosso bate papo! Quando a gente fala de integração massiva de dados, agora, inteligência artificial, análise de vínculos, plataforma de inteligência de decisões, é natural que surjam preocupações sobre a legalidade, proteção de dados, principalmente dados pessoais, dado pessoal sensível, transparência, em limites de uso. Tecnologia em segurança pública não pode ser tratada como como atalho! Ela precisa operar dentro do limite da lei, dentro da finalidade institucional e com uma governança muito bem definida e estabelecida e, na minha visão, existem alguns pilares fundamentais: o primeiro deles é a finalidade. A instituição precisa ter muito claro as razões daquele tratamento, para que aquele dado vai ser exatamente utilizado na prática aquele dado vai ser exatamente utilizado. Não se trata de coletar absolutamente tudo, integrar tudo e permitir qualquer tipo de consulta! O uso de uma solução de fusionamento de dados precisa estar, primeiramente, vinculado a uma finalidade legítima, do âmbito das agências de segurança pública - uma investigação criminal, a própria atividade de inteligência, prevenção de ameaças, cumprimento da missão finalística da própria instituição, apoiar a tomada de decisão ou qualquer outra finalidade legítima, autorizada e vinculada à missão institucional. O segundo pilar é o controle de acesso. Nem todo o usuário, nem todo agente, nem todo operador, pode ou precisa acessar tudo! Essas plataformas, geralmente, precisam permitir com que se crie perfis de acesso, segregação desse acesso baseado em funções, níveis de permissão, restrições por casos específicos, investigações que estejam em andamento ou não, seja baseado em uma unidade, tipo de dados, sensibilidade da informação, enfim, você precisa ter uma granularidade muito grande do que diz respeito à definição e o controle de acesso! O analista, um gestor, um investigador e o administrador do sistema não necessariamente devem enxergar as mesmas coisas ou terem os mesmos acessos e os mesmos poderes dentro da ferramenta. O terceiro ponto é a auditabilidade. Tudo deve ser rastreado! Tudo deve gerar trilha de auditoria! Toda consulta precisa deixar o seu lastro, o seu log, quem acessou, quando acessou, o que pesquisou, qual dado foi retornado e visualizado, se foi ou não gerado um relatório, que relatório é esse, qual que é a justificativa. Essa trilha de auditoria, essa auditabilidade é fundamental, tanto para proteger o operador, o agente público que está trabalhando com a tecnologia corretamente, dentro dos limites legais, como a sociedade de um modo geral! O quarto pilar é a qualidade e, principalmente, a confiabilidade do dado. Uma plataforma de inteligência não pode ser vista como uma máquina de produzir verdades absolutas! A gente tem que ter isso muito claro, principalmente agora, com o advento da inteligência artificial generativa! Essas plataformas trabalham com dados e dados podem ter erro, duplicidade, podem estar desatualizados, podem estar inconsistentes ou com o contexto incompleto! Por isso, é fundamental que haja mecanismos de normalização desse dado, de validação, de classificação de confiabilidade do dado, da informação, a indicação da fonte, o histórico da informação e, principalmente, a revisão humana! A revisão humana, talvez, seja um dos principais aspectos dentro desse contexto - não assumir que a informação retornada é uma verdade e contar sempre com a revisão por parte do operador, do analista, do agente público! Por fim, é importante a gente falar de transparência. Em segurança pública, transparência significa ter basicamente regras claras e bem definidas, controles internos, a documentação dos processos e a prestação de contas aos órgãos competentes - capacidade de explicar como determinada informação ela foi obtida, tratada e utilizada. Quando isso é bem-feito, a plataforma não fragiliza garantias. Ela fortalece a instituição porque permite investigar melhor, decidir melhor, documentar melhor, auditar melhor e, até, prestar contas de uma forma melhor! Esse equilíbrio é fundamental e necessário! Eficiência operacional com responsabilidade institucional. Tecnologia, sim! Mas, sempre com legalidade, governança, controle e revisão humano e respeito aos direitos fundamentais! Se a gente tiver isso como pano de fundo eu não tenho dúvidas que a gente vai ser, sempre, muito bem-sucedido no uso das tecnologias para apoiar a atividade fim, a missão finalística das nossas instituições de segurança pública e justiça aqui no Brasil!

ANFITRIÃO:

Borges, caminhando para o final desta conversa, repris os meus agradecimentos por trazerem reflexões extremamente relevantes sobre o papel da tecnologia no fortalecimento da segurança pública e da justiça criminal no Brasil! Percebemos que o tema do fusionamento de dados e da inteligência de decisões não é apenas uma tendência, é uma necessidade estratégica diante da complexidade do cenário atual! Deixo este espaço para suas considerações finais. Grande abraço!

CONVIDADO:

Queria mais uma vez agradecer pelo convite e pela oportunidade de participar dessa conversa! A principal mensagem é que fusionamento de dados e inteligência de decisões não são apenas uma tendência tecnológica. São respostas necessárias do Estado num cenário criminal cada vez mais complexo, mais conectado e mais sofisticado! O crime organizado atua em rede, usa tecnologia, explora dados, movimenta recursos e se adapta rapidamente. O Estado, na mesma medida, também precisa ampliar sua capacidade de integração de análise, de tomada de decisão. Mas, isso não se faz apenas com a ferramenta. É preciso combinar tecnologia com o método, governança e, principalmente, pessoal bem treinado, qualificado e capacitado! A tecnologia funciona como elemento de escala para as instituições: ela organiza, acelera e amplia a capacidade analítica, mas a Inteligência sempre continua dependendo do olhar humano, da experiência do analista, da atuação do investigador, da responsabilidade do gestor público. O grande desafio é transformar esses dados dispersos em inteligência acionável. Inteligência acionável em decisões melhores, mais rápidas e mais seguras para a sociedade! Se eu pudesse resumir em uma única frase, eu diria o seguinte: se o crime opera de forma integrada, o Estado não pode continuar operando de forma fragmentada! Mais uma vez, obrigado pelo convite! Foi uma grande satisfação poder contribuir com o Hextramuros! Um grande abraço!

ANFITRIÃO:

Honoráveis Ouvintes! Este foi mais um episódio do Hextramuros! Sou Washington Clark dos Santos, seu anfitrião! Acesse nosso website e saiba mais sobre este conteúdo! Inscreva-se e compartilhe o nosso propósito! Será um prazer ter a sua colaboração! Pela sua audiência, muito obrigado e até a próxima!

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About the Podcast

Hextramuros Podcast
Vozes conectando propósitos, valores e soluções da segurança pública, justiça criminal e tecnologias!
Ambiente para narrativas e entrevistas com pesquisadores e/ou profissionais da segurança pública, justiça criminal e empresas de tecnologia, no intuito de estabelecer e/ou ampliar a conexão com temas, produtos e serviços de interesse das referidas áreas.
Trata-se, também, de espaço em que este subscritor, lastreado na vivência profissional e experiência amealhada nas jornadas no serviço público, busca conduzir (re)encontros, promover ideias e construir cenários para a aproximação entre a academia, a indústria e as forças de segurança.

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Washington Clark Santos

Produtor e Anfitrião.
Foi servidor público do estado de Minas Gerais entre 1984 e 1988, atuando como Soldado da Polícia Militar e Detetive da Polícia Civil.
Como Agente de Polícia Federal, foi lotado no Mato Grosso e em Minas Gerais, entre 1988 e 2005, ano em que tomou posse como Delegado de Polícia Federal, cargo no qual foi lotado em Mato Grosso - DELINST -, Distrito Federal - SEEC/ANP -, e MG.
Cedido ao Ministério da Justiça, foi Diretor da Penitenciária Federal de Campo Grande/MS, de 2009 a 2011, Coordenador Geral de Inteligência Penitenciária, do Sistema Penitenciário Federal, de 2011 a 2013.
Atuou como Coordenador Geral de Tecnologia da Informação da PF, entre 2013 e 2015, ano em que retornou para a Superintendência Regional em Minas Gerais, se aposentando em fevereiro de 2016. No mesmo ano, iniciou jornada na Subsecretaria de Segurança Prisional, na SEAP/MG, onde permaneceu até janeiro de 2019, ano em que assumiu a Diretoria de Inteligência Penitenciária do DEPEN/MJSP. De novembro de 2020 a setembro de 2022, cumpriu missão na Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, no Ministério da Economia e, posteriormente, no Ministério do Trabalho e Previdência.
A partir de janeiro de 2023, atua na iniciativa privada, como consultor e assessor empresarial, nos segmentos de Inteligência, Segurança Pública e Tecnologia.