O FARDO DA FARDA
O conteúdo aprofunda-se nas ramificações psicológicas do trabalho policial, particularmente sob a ótica da dinâmica de gênero e da cultura institucional. De forma instigante, a Dra. Maíra Marchi Gomes, psicóloga policial e autora de "BOPE: O Fardo da Farda", destaca o pesado preço que o uso do uniforme cobra dos profissionais da segurança pública, especialmente das mulheres, que atuam em um ambiente repleto de machismo e desigualdade. A convidada esclarece a noção de "fardo" ou fardo associado ao trabalho policial, enfatizando que ele transcende o mero vestuário, simbolizando o peso emocional e psicológico carregado pelos policiais, abordando também, criticamente, as narrativas predominantes sobre a identidade policial, que frequentemente obscurecem os desafios de saúde mental enfrentados por esses profissionais, particularmente a tendência de normalizar o sofrimento como parte de sua ética institucional. Central para a conversa é a análise de como as estruturas funcionais perpetuam o silêncio em torno das questões de saúde mental dentro das forças policiais.
Saiba mais!
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Transcript
Honoráveis Ouvintes! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Hextramuros! Sou Washington Clark dos Santos, seu anfitrião! Neste conteúdo, propomos uma reflexão necessária, sensível e, muitas vezes, evitada no debate público sobre segurança: o custo humano de vestir a farda.
Em um país que exige resultados imediatos das instituições policiais, pouco se fala sobre o impacto psicológico, emocional e social que essa função impõe aos profissionais que a exercem, - especialmente às mulheres - que ainda enfrentam estruturas profundamente marcadas pelo machismo e pela desigualdade!
Para tratar desse tema, recebemos a psicóloga policial da Polícia Civil de Santa Catarina, Maíra Gomes, autora do livro “BOPE: O Fardo da Farda”, obra que não acusa nem romantiza a polícia, mas convida para a humanização de quem enverga o uniforme - com lastros em relatos, análises e reflexões críticas - nos provocando a pensar sobre identidade, sofrimento, gênero, silêncio institucional e saúde mental no interior das corporações policiais.
Na satisfação em recebê-la, Doutora Maíra, a saúdo com as boas-vindas, apresentando meus agradecimentos pela sua gentileza em colaborar com este canal! O título da obra apresenta uma forte carga simbólica! A palavra fardo sugere peso, esforço contínuo e desgaste, indo muito além da ideia de um simples uniforme. A escolha por chamar a farda de fardo representa, na sua análise, a visão e a experiência cotidiana de quem atua na segurança pública?
CONVIDADA:Inicialmente, quero agradecer, sinceramente, a oportunidade! Não é tão comum encontrarmos discussões a respeito de grupos especiais de polícia em contextos que não os próprios centros de formação, por inúmeras razões. Para responder sua questão sobre o fardo, de fato, percebo que o(a)s policiais que atuam nesses grupos, talvez, não reconheçam esse fardo ou, porque, de fato, estão preparados e preparadas para as situações com as quais lidam, mas também, talvez, porque há uma construção de uma identidade na qual se banaliza talvez o sofrimento que se vivencia na atividade profissional. Se banaliza, ou porque precisa superar esse sofrimento em nome da própria função! Nem sempre o(a)s policiais reconhecem que estão em sofrimento mental! E isso, também, tem um certo interesse político, podemos dizer, de criar essa mística para que policiais muitas vezes com condições precárias de trabalho - eu me refiro à instrumentação, à própria formação - se coloquem em situações de risco! Então, isso é importante dizer. Cabe aqui sinalizar como o discurso dos direitos humanos poderia contribuir: temos feito progressos consideráveis nessa atenção à saúde do e da policial - eu falo aqui de respaldo do Ministério (da Justiça e) da Segurança Pública, porém, muitas vezes há um rechaço de que o discurso de direitos humanos ingresse nessas instituições. Isso se evidencia nos comentários feitos sobre a população com a qual a polícia atua. Então, aquela noção de que o policial, a policial então, teria que ser forte para suportar as situações. E, na verdade, como se fizesse uma oposição com a população: um policial que cumpriria a lei, a população que não, que mereceria uma resposta repressiva. E falar de direitos humanos na instituição policial, então, não é só questionar esse discurso polarizado, excludente e repressivo, mas é também perceber como policiais são vítimas desse discurso!
ANFITRIÃO:A formação policial costuma operar como um processo intenso de construção identitária, no qual valores institucionais passam a ocupar o centro da vida do profissional. Em que medida a cultura institucional das corporações policiais molda a identidade dos seus integrantes e quais são os impactos disso na vida pessoal, emocional e familiar desses profissionais?
CONVIDADA:Em certa medida, toda profissão vai impactar a subjetividade! É um resultado de parte de uma identidade profissional e, além disso, é um dos papéis que nós exercemos nas relações. Então, evidentemente que isso influencia a nossa subjetividade, a nossa profissão. Agora, há algumas - ou uma particularidade - que é as profissões cujo ingresso demanda uma imersão numa instituição, total! Essa expressão é criada pelo Erving Goffman, sociólogo, para descrever as instituições onde pessoas, em resumo, são privadas de sua subjetividade. Então, elas acabam sendo constituídas por insígnias, símbolos comuns, para os identificarem parte de um grupo e, não mais, outra coisa. Os exemplos principais são manicômios, prisões e conventos, na terminologia, aqui, do título da obra, à época. Mas, veja, são instituições onde as pessoas passam grande tempo fazendo atividades de vida cotidiana juntas: a alimentação, a própria atividade profissional em si, o descanso, a hora do lazer - também! Essas instituições acabam tendo esse efeito de quase que de abandono de uma identidade prévia e quase que também uma subordinação da identidade individual em relação à identidade daquele grupo. Se isso é necessário, aqui não é o ponto! Talvez, seja necessário para atuar em determinadas profissões, como talvez as profissões que trabalham em manicômios, prisões e conventos! E, também, pensar se a atividade de segurança pública também poderia ser diferente! Então, a ideia aqui não é criticar! É, simplesmente, dizer dessa singularidade e, talvez, então, da intensidade da presença de identidade policial em relação a outros papéis desse sujeito. E quase que o tema de crime – criminalidade - permeia toda a rotina do sujeito - aquilo que tem de lazer, as pessoas com quem se relaciona. E, cabe também aqui destacar, que estou falando genericamente, como uma maneira didática de dizer de um dos impactos. Nós temos policiais que vão lidar de outra maneira com a sua identidade profissional, inclusive, felizmente, temos tido cada vez mais investimento em políticas ligadas à saúde do e da policial. Claro, ainda enfrentamos algumas barreiras perante o próprio Estado, porque isso impacta em investimentos financeiros. Então, algumas políticas institucionais também convocam a um mergulho, uma intensidade de investimento na profissão. Mas isso se mostra já, caminhando para mudanças, já temos mudanças! Para encerrar de fato aqui, queria também trazer um outro ponto que também se relaciona com essa questão da identidade profissional talvez se sobrepor à identidade como um todo, que é a centralidade que o trabalho tem em alguns países como o Brasil. Essa tendência de nós, quando conhecemos alguém, ao lado de perguntarmos o nome, em seguida vem: o que que você faz? Só que esse “o que você faz?”, implicitamente, é: “com o que você trabalha?”. E, aqui poderíamos fazer outras derivações - tem, até, alguns trabalhos, especificamente, que seria o trabalho remunerado, enfim, várias discussões, mas, aqui, só para pinçar a centralidade que o trabalho tem no nosso país! Há países que têm políticas públicas, políticas sociais em que as pessoas trabalham menos, com várias, já, justificativas comprovadas.
ANFITRIÃO:Embora a presença feminina nas forças policiais tenha crescido, o ambiente ainda é marcado por práticas e valores historicamente masculinizados. Quais são os principais desafios específicos enfrentados pelas mulheres policiais e de que forma o gênero faz com que o fardo da farda seja ainda mais pesado para elas?
CONVIDADA:Essa questão do gênero em relação à atividade de segurança pública, a meu ver, é um exemplo de como os estereótipos de gênero se apresentam nas identidades profissionais. As mulheres nas forças de segurança pública algumas vezes são colocadas em funções administrativas.
Claro que muitas vezes, isso é visto como uma conquista, mulheres ocupando altos cargos, cargos de gestão, enfim! Entretanto, claro que isso é muito importante, poder ter essa possibilidade mesmo de ascender a esses cargos, mas, eu queria destacar que muitas vezes isso também se dá de maneira estereotipada e machista, de modo a evitar que essas mulheres exerçam atividades chamadas fim, atividades que, na verdade, demandam mais uso do corpo! E aí, claro, que há diferentes justificativas, mas quero pensar por esse prisma que muitas vezes o corpo, a força, a coragem, a ideia de que a condição de sentir medo, uma tal - entre aspas - frieza emocional, são características atribuídas ao gênero masculino e, quando há uma segurança pública pensada como sendo atividade repressiva em si, com o objetivo talvez diferente, se fôssemos olhar, em essência, o que é a segurança pública, mas, parece que cabe melhor a um homem fazer essas atividades práticas. E aí, por outro lado, os cargos que exigem lidar com pessoas muitas vezes são pensados para as mulheres. Não estou aqui dizendo de maneira alguma que uma mulher não pode exercer muito bem um cargo administrativo! Não é esse o ponto! Estou só pensando em algumas diferentes situações, porque os comentários mais comuns, os entendimentos mais comuns foram aqueles que eu trouxe aqui. Estou apenas trazendo uma outra possibilidade de análise de alguns casos. Também, a mulher, nessas forças, como a mulher em outras profissões talvez, a partir do momento que ela é vista como mãe, aí parece que dela se espera algumas coisas e não se espera mais outras! Então, muitas vezes essa mulher acaba sendo colocada em lugares que tenham maior flexibilidade de horário, por exemplo, e profissões que tenham menos contato ou que teriam menos risco. Aquela noção também típica da nossa sociedade ocidental contemporânea, a ideia de que a mãe seria um ser abençoado, divino, e de que, para essa mulher, o que falaria mais alto agora é o exercício da maternidade. Então, muitas vezes até não se pressupõe que ela possa querer continuar investindo na profissão como antes. Então, perceba assim que eu falo de um exemplo possível, mas essa dinâmica também se reconhece em outras profissões.
ANFITRIÃO:O livro evidencia práticas de assédio moral e sexual que muitas vezes são tratadas como parte do jogo institucional, o que contribui para o silenciamento das vítimas. Por que o assédio ainda é tão naturalizado dentro das corporações policiais e quais mecanismos institucionais ajudam a perpetuar esse ciclo de silêncio e impunidade?
CONVIDADA:O livro fala indiretamente de assédio, sim, e bastante interessante a pergunta, porque muitas vezes se fala de assédio sexual, pelo menos com mulheres, e ali os participantes da pesquisa foram todos homens! Então, penso que você fala da questão do assédio moral! Cabe pensar um pouco sobre essa questão atravessados e atravessadas, também, pela perspectiva de gênero, porque muitas políticas institucionais e até relações interpessoais, nesses casos, são regidas pela ideia de que não podem sentir medo, não podem ter dúvida, não podem também investir no diálogo, não podem também lidar com a raiva de outro modo que não expressando em atos - quando eu digo atos, incluo aqui, palavras! Perceba que são características relacionadas aos estereótipos de gênero da nossa sociedade. Então, muitas políticas institucionais vão dificultar que uma policial fale de seu sofrimento na atividade profissional. Não só, não incentive para que tenha um espaço para isso, mas, muitas vezes, a ideia de que isso é uma fragilidade! E algumas políticas que, paradoxalmente, e talvez de maneira não intencional, pelo menos conscientemente, acabam punindo o policial que precisa desse apoio! Então, essa pessoa, às vezes, é colocada numa função administrativa - não estou me referindo aos casos em que isso é indicado! Muitas vezes ela é, também, tratada pelos e pelas colegas como alguém que quer simular um sofrimento, que não quer trabalhar! Então, há uma dificuldade de se falar abertamente. Até a ideia de recuperação; se uma pessoa sai de licença e vem ela a postar algo, vão dizer que, então, “como assim, está na praia? Está de licença para tratamento de saúde!”. E essa pessoa pode, justamente, estar na praia tentando melhorar! É muito fantasiosa a ideia de que você sai para tratamento de saúde mental e você tem uma métrica! E, ficando isolado em casa, fechado, ao final desse tempo, você acordaria bem! Há muita discussão importante a ser feita nisso! Políticas que incentivem que essas pessoas falem e criem espaços que sejam escutadas! Uma instituição que prima pelo diálogo, não só daqui, no caso de policiais com a população, então, políticas de trabalho com mediação de conflitos, por exemplo, mas que as próprias corregedorias trabalhassem com essa perspectiva para além de programas diretamente de saúde mental! Estou falando de um discurso institucional que valorize, por exemplo, as condições materiais para que policiais respeitem procedimentos de segurança, que eles se sintam seguros e seguras de dizer que em tais condições ela não se sente protegida o suficiente para fazer tal atividade. Aqui seria algo bastante amplo de perspectiva.
ANFITRIÃO:Os índices de adoecimento mental entre profissionais de segurança pública são elevados, mas o tema ainda enfrenta resistência dentro das próprias instituições. Como o livro aborda o sofrimento psíquico dos policiais e porque ainda é tão difícil, dentro das corporações, reconhecer a saúde mental como uma dimensão central da segurança pública?
CONVIDADA:Essa dificuldade de reconhecimento da saúde mental, ela se expressa por parte de policiais, por exemplo, com ironias, deboches e até ofensas quando são chamados para setores de psicologia, por exemplo, mas também de assistência social! É interessante que parte dos e das próprias policiais também! Agora, em relação às instituições, eu diria que falar de saúde mental de policiais é falar de condições históricas, políticas, econômicas, sociais, culturais a que estão submetidos e submetidas. É algo muito mais complexo do que falarmos de sofrimento individual em si! E essa é uma concepção de saúde mental muito mais ampla do que muitas vezes uma perspectiva biologicista acredita. Falar de saúde mental numa perspectiva muito biologicista é vista de maneira não integral, individual e restrita ao biológico! Daí, a gente vê a resistência em aceitar documentos assinados por outro(a)s profissionais que não médicos e médicas, por exemplo! Mas, essa concepção também impede que as pessoas reconheçam, e também as instituições, que o sofrimento decorre não só da forma como aquele sujeito processa a realidade na qual vive, mas essa realidade em si, com o sofrimento inerente à prática. Então, presenciar mortes, ser chamada em situações de urgência, situações imprevisíveis, tomada de decisão com rapidez, isso, em si, já é custoso para a saúde mental, mas, a gente sabe que outras situações fazem sofrer também! Então, políticas ligadas às condições, mesmo, de trabalho.
ANFITRIÃO:A lógica do aguentar firme costuma ser apresentada como virtude profissional, ainda que tenha consequências graves para quem não consegue sustentar esse modelo. De que forma a cultura do silêncio e da resistência absoluta contribui para o adoecimento dos profissionais e quais são os riscos institucionais de manter esse padrão como regra?
CONVIDADA:O silêncio vai ser justamente o que define, talvez, que o sofrimento se torne uma patologia. Porque se não houver canais de expressão, e esses canais podem ser verbais, mas também físicos - falando artísticos - cognitivos, mas investimento em canais de expressão das angústias na atividade profissional, a manifestação vai ser em adoecimento físico, por exemplo. Essas pessoas muitas vezes vão, além de sofrer de dermatite, úlcera, hipertensão etc, câncer, também podem cometer suicídio e terem também alterações de sono, de apetite. Tudo isso vai também acarretar custos ao Estado, pelo afastamento dessas pessoas, a sobrecarga de trabalho para quem fica etc. Essa cultura também do silenciamento vai, de maneira muito direta, impactar na atuação profissional, porque segurança pública se faz com pessoas lidando com pessoas e, evidentemente, que isso vai, talvez, prejudicar a habilidade para lidar com alguns conflitos. Essa, novamente, aqui, indireta menção, às políticas de incentivo à mediação de conflitos, eu gostaria de salientar, novamente, que deveria estar presente nas próprias corregedorias acima de tudo, tendo espaços de diálogo, as políticas até de lotação de policiais, afastamentos, readaptações, enfim!
ANFITRIÃO:Ao expor essas fragilidades, o livro também aponta para a necessidade de transformação institucional e cultural. Que mudanças concretas na formação, na gestão e nas políticas públicas consideras essenciais para uma segurança pública mais humana, saudável e eficiente?
CONVIDADA:A primeira medida pode parecer simples, mas ela é fundamental, é essencial, e nesse sentido, primária, que é a questão da ergonomia do trabalho! Isso tem que ser pensado! Isso, muitas vezes, repercute em uma dor de cabeça porque não há protetor de tela para um computador, por exemplo, ou problemas de coluna porque não possuem uma cadeira adequada e outros instrumentos. Esse é o primeiro aspecto - ruídos - enfim! O treinamento, e um treinamento não só inicial, mas toda vez que essa pessoa mude de função, ela ter um treinamento que de fato seja planejado e com pessoas que sejam responsáveis por esse treinamento, preparadas para esse treinamento! Isso é muito importante! A pessoa sentir que é capaz de fazer aquilo para o que está sendo solicitada. Até, também, para ela poder sugerir melhorias! Também, o incentivo, a capacitação e também a aplicação de processos de justiça restaurativa, mediação de conflitos, falando de saúde do policial, da policial cada vez mais, políticas institucionais de prevenção de assédio, suicídio e saúde em geral, incentiva políticas nesse sentido, redes de encaminhamento, enfim! Quando eu falo de políticas aqui ligadas à mediação em particular, novamente eu ressalto a importância de que isso ocorresse também nas próprias corregedorias. E, para finalizar, algo que eu percebo como bastante difícil de se pensar, mas que os critérios de lotação sejam talvez pensados de outra maneira: que se possa dar uma atenção às singularidades dessas pessoas; uma análise mais criteriosa dessas lotações e também das readaptações, e que laudos de incapacidades sejam mais descritivos e que possam gestores consultarem profissionais da área de saúde mental na instituição quando há situações de readaptação.
ANFITRIÃO:Doutora Maíra, caminhando para o final de nossa conversa, repriso meus agradecimentos pela sua participação e a generosidade das reflexões compartilhadas conosco.O fardo da farda nos lembra que discutir segurança pública não é apenas falar de crime, estatísticas ou operações, mas também de pessoas, sofrimento, cuidado e responsabilidade institucional. Parabenizando-a pela obra, deixo este espaço para suas considerações finais. Fraterno abraço!
CONVIDADA:Aqui, gostaria só de enfatizar que a atenção a esses pontos referidos à questão da masculinidade hegemônica, questão da centralidade do trabalho, de pensar o próprio discurso de direitos humanos como pontos fundamentais para se pensar o sofrimento no trabalho por parte de policiais, para além disso, eu queria aqui convidar, porque a responsabilidade por essa mudança não é só das instituições e do Estado como um todo, mas é, também, da sociedade civil! Eu queria aqui destacar a importância da população quando, eventualmente, se posicionar a respeito de uma conduta policial ou do que seria o trabalho policial, questione um pouco os seus estereótipos e que possa analisar de maneira não moralista! De fato, analisar as situações nas suas singularidades e pensar o(a) policial como mais uma expressão, mais uma peça de uma política de segurança pública que, como não poderia deixar de ser, é planejada com interesses políticos, econômicos, históricos, culturais e sociais!
ANFITRIÃO:Honoráveis Ouvintes! Este foi mais um episódio do Hextramuros! Sou Washington Clark dos Santos, seu anfitrião! No conteúdo de hoje, conversei com a psicóloga policial da Polícia Civil de Santa Catarina, Maíra Gomes, autora do livro “BOPE: O Fardo da Farda”. Quer saber mais sobre este conteúdo? Acesse nosso website! Inscreva-se e compartilhe nosso propósito! Será um prazer ter a sua colaboração! Pela sua audiência, muito obrigado e até a próxima!